Se sua dor provém do frio de um desamor
Eis que me tem sob seu cobertor
E por meio dessas rimas retas
Não ricas, sequer corretas
Pretendo seu beijo desmistificar
Para estar sempre na penumbra de seu olhar
Pois não quero o centro das atenções
Um minuto da sua vida para a minha são milhões.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
O Náufrago
Eu quis te moldar
Pois não me adequei ao seu pensar
Embora isso me conquistou
Busquei o melhor para nós dois
Ou só pra mim eu não sei
Só sei que amei que amei
Que amei o seu olhar
E naufraguei no seu sertão e mar
E mais
Já não há mais porto ou cais
A imensidão é infinitamente
Sem fim e é o que nos faz contentes
É paz
Só teu afeto me satisfaz
Se o mundo gira lentamente
Quem diz que ele não pára pra gente.
Pois não me adequei ao seu pensar
Embora isso me conquistou
Busquei o melhor para nós dois
Ou só pra mim eu não sei
Só sei que amei que amei
Que amei o seu olhar
E naufraguei no seu sertão e mar
E mais
Já não há mais porto ou cais
A imensidão é infinitamente
Sem fim e é o que nos faz contentes
É paz
Só teu afeto me satisfaz
Se o mundo gira lentamente
Quem diz que ele não pára pra gente.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Doblepensar (1984)
Tudo tem uma explicação. Não é tão fácil chegar ao fim.
Eu comecei apenas simpatizando, nós tínhamos amigos em comum, frequentávamos os mesmos ambientes.
Minha vontade foi se desenvolvendo em necessidade. Eu precisa sentí-la na minha boca. Cansei de ver só na dos outros. Foi então que resolvi experimentar, fui tentar minha sorte.
Nem acreditei que consegui. E foi uma das melhores sensações que senti na minha vida. Acho que minhas pernas até tremeram de euforia. Basicamente os melhores minutos do ano.
E por um tempo ficou só naquela noite. Demorei pra vê-la de novo, cerca de uma semana. A semana da bad. Quando a vi novamente, fui contido. Trocamos até juras de amor em pensamento, mas ninguém quis tocar no assunto. Passamos o dia inteiro juntos e nada, eu tentei parar.
Mas dias depois nos reencontramos e fomos a um barzinho. Não tive controle. A enrolei em mim e em meus lábios a tive novamente. Esses momentos são indescritíveis.
Passado alguns minutos, entrei em crise. Me pareceu não mais sulficiente aquelas condições. Queria algo mais forte, mais concreto, mas o medo bateu à porta novamente. Mandei-o embora. E em um abraço meigo cheirei. E descobri que não havia algo melhor. Poderia me deixar aceso por mais dias o cheiro, desde que andasse sempre comigo. E assim passou uma semana.
Sinto agora que estou próximo do fim. O avanço final. E esse receio de que não dure é muito deprimente. E se não der certo, é minha primeira vez.
Mas vou em frente. Vou levando até chegar o grande dia. Tenho medo(de novo) de não voltar.
Eu comecei apenas simpatizando, nós tínhamos amigos em comum, frequentávamos os mesmos ambientes.
Minha vontade foi se desenvolvendo em necessidade. Eu precisa sentí-la na minha boca. Cansei de ver só na dos outros. Foi então que resolvi experimentar, fui tentar minha sorte.
Nem acreditei que consegui. E foi uma das melhores sensações que senti na minha vida. Acho que minhas pernas até tremeram de euforia. Basicamente os melhores minutos do ano.
E por um tempo ficou só naquela noite. Demorei pra vê-la de novo, cerca de uma semana. A semana da bad. Quando a vi novamente, fui contido. Trocamos até juras de amor em pensamento, mas ninguém quis tocar no assunto. Passamos o dia inteiro juntos e nada, eu tentei parar.
Mas dias depois nos reencontramos e fomos a um barzinho. Não tive controle. A enrolei em mim e em meus lábios a tive novamente. Esses momentos são indescritíveis.
Passado alguns minutos, entrei em crise. Me pareceu não mais sulficiente aquelas condições. Queria algo mais forte, mais concreto, mas o medo bateu à porta novamente. Mandei-o embora. E em um abraço meigo cheirei. E descobri que não havia algo melhor. Poderia me deixar aceso por mais dias o cheiro, desde que andasse sempre comigo. E assim passou uma semana.
Sinto agora que estou próximo do fim. O avanço final. E esse receio de que não dure é muito deprimente. E se não der certo, é minha primeira vez.
Mas vou em frente. Vou levando até chegar o grande dia. Tenho medo(de novo) de não voltar.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Música poetizada
Só queria andar no quarteirão
E ser mais um na multidão
Mas vocês só andam revoltados
Já estão perdendo a expressão
Ontem até quis mudar o mundo
Hoje vi que meu quarto tá imundo
Até as canções são sempre as mesmas
E notei que os refrões mais profundos
São instrumentais
.
E ser mais um na multidão
Mas vocês só andam revoltados
Já estão perdendo a expressão
Ontem até quis mudar o mundo
Hoje vi que meu quarto tá imundo
Até as canções são sempre as mesmas
E notei que os refrões mais profundos
São instrumentais
.
sábado, 3 de janeiro de 2009
Agora ou amanhã
Por que aqui onde eu moro é um tanto sei lá, misturado com um pouco de num sei, com um leve toque de deixa pra lá? Se tudo mundo já parou pra pensar, eu passo a minha vez e vou falar sobre o céu. Mas o céu está tão longe, se é que realmente existe né?! Porque olhar pra cima e dizer que é o céu e olhar pra baixo e dizer que é o chão é muito fácil. É muito bom tomar gosto por perguntar tudo que você não entende, o ruim é quando você não quer entender... O que mais me revolta agora é não dominar nenhum assunto plenamente para poder ser uma fonte de informação ou sequer um cara interessante.
Mas pelo menos hoje, porque amanhã não serei eu, vou abrir bem meus olhos de forma assustadora e dizer: estou farto! Mas de onde vem essa rebeldia sem causa de hoje? Talvez por meus amigos, talvez pela questão do céu mesmo, ou ainda (provavelmente) por tudo estar tão certo e sem abertura para escrever um documento de protesto. Na verdade há um motivo, mas nada novo. Eu que sempre fui contra a exatidão, a matemática, estou freqüentemente caindo em definições. O que está acontecendo?? Chamem o garçom!
Em suma, não pare pra pensar no que você sentia, nem no dia seguinte, nem no nunca. De que vale aprender com os erros se inventaram a sorte? Os lápis não correm em riscos em vão. Pra que destino? Cada noite a gente vai achar a pessoa certa. Pra que frases grandes? Se todas as atenções fossem voltadas para as pequenas alegrias. Não é porque o leite acabou que ficaremos sem o bolo de microondas! É só a gente não gastar tudo agora. Aha! Viu! Já estava pensando no futuro. Ninguém pára pra pensar no agora porque o agora já passou. E o que virá agora? Desisto.
Mas pelo menos hoje, porque amanhã não serei eu, vou abrir bem meus olhos de forma assustadora e dizer: estou farto! Mas de onde vem essa rebeldia sem causa de hoje? Talvez por meus amigos, talvez pela questão do céu mesmo, ou ainda (provavelmente) por tudo estar tão certo e sem abertura para escrever um documento de protesto. Na verdade há um motivo, mas nada novo. Eu que sempre fui contra a exatidão, a matemática, estou freqüentemente caindo em definições. O que está acontecendo?? Chamem o garçom!
Em suma, não pare pra pensar no que você sentia, nem no dia seguinte, nem no nunca. De que vale aprender com os erros se inventaram a sorte? Os lápis não correm em riscos em vão. Pra que destino? Cada noite a gente vai achar a pessoa certa. Pra que frases grandes? Se todas as atenções fossem voltadas para as pequenas alegrias. Não é porque o leite acabou que ficaremos sem o bolo de microondas! É só a gente não gastar tudo agora. Aha! Viu! Já estava pensando no futuro. Ninguém pára pra pensar no agora porque o agora já passou. E o que virá agora? Desisto.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Condenação
Eu não durmo para ser poeta
Porque passo as noites pensando
Em como mudar o mundo
Respeitando os pobres
Eu faço sexo sem camisinha para ser poeta
Porque me cansam as rimas planas
E só nos corpos encontro a sinuosidade
Que preciso para te comover
Eu fumo para ser poeta
Pois os boêmios memoráveis
Além de sairem bem nas fotos
Não levavam uma vida de santo
Eu bebo para ser poeta
Pois por aguentar a vida
E elevá-la a tal complexidade
Poeta bom é poeta morto
Porque passo as noites pensando
Em como mudar o mundo
Respeitando os pobres
Eu faço sexo sem camisinha para ser poeta
Porque me cansam as rimas planas
E só nos corpos encontro a sinuosidade
Que preciso para te comover
Eu fumo para ser poeta
Pois os boêmios memoráveis
Além de sairem bem nas fotos
Não levavam uma vida de santo
Eu bebo para ser poeta
Pois por aguentar a vida
E elevá-la a tal complexidade
Poeta bom é poeta morto
domingo, 7 de dezembro de 2008
Receita
Eu vou postar algo sem escrever previamente. Isso não é meu estilo, mas eu cansei de esperar acontecer alguma coisa muito diferente ou inspiradora para atualizar aqui.
Vou falar sobre o novo método de compor músicas que eu estou exercitando.
Chegue em casa, ouça Vines pra embarcar na viagem, feche os olhos e pense em tudo que você nunca parou pra pensar.
Agora implante aquelas imagens psicodélicas muito coloridas nas suas fotos favoritas, nos seus mundos favoritos.
Aumente sua música, a música que estiver saindo no momento.
Olhe para o relógio, espere a hora certa e pegue o violão.
Dê uma pitada de sentimentalismo, de angústias e de questões mal resolvidas.
Misture tudo em acordes deixando seus dedos trabalharem.
Pegue a caneta e a folha e misture todas as palavras num grande enigma.
Tudo pronto, chame seu pai pra ouvir, mande pra um amigo e deixe em repouso.
Depois que perceber que sua música parece com muitas outras que você já ouviu, engula tudo rapidamente e invente sua própria receita.
Vou falar sobre o novo método de compor músicas que eu estou exercitando.
Chegue em casa, ouça Vines pra embarcar na viagem, feche os olhos e pense em tudo que você nunca parou pra pensar.
Agora implante aquelas imagens psicodélicas muito coloridas nas suas fotos favoritas, nos seus mundos favoritos.
Aumente sua música, a música que estiver saindo no momento.
Olhe para o relógio, espere a hora certa e pegue o violão.
Dê uma pitada de sentimentalismo, de angústias e de questões mal resolvidas.
Misture tudo em acordes deixando seus dedos trabalharem.
Pegue a caneta e a folha e misture todas as palavras num grande enigma.
Tudo pronto, chame seu pai pra ouvir, mande pra um amigo e deixe em repouso.
Depois que perceber que sua música parece com muitas outras que você já ouviu, engula tudo rapidamente e invente sua própria receita.
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